Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+

Por Clarissa Cruz

Falar sobre o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+ é, antes de mais nada, falar sobre amor e direitos. Se aqui na Pachamama tanto falamos quanto praticamos o autoconhecimento, como poderíamos deixar de lado essa possibilidade de alguém, um belo dia, olhar no espelho e dizer: "Opa! Esse menino que está na minha frente não sou eu, porque eu sou menina."

Sabemos que quanto mais nos aprofundamos nos processos sinceros de autoconhecimento, mais e mais vamos acessando o poder do amor. Em primeiro lugar, o amor por nós mesmas e, consequentemente, o amor ou, pelo menos, o respeito pelas outras pessoas, suas identidades e escolhas. Uma vez mais seguras de quem somos, o que nos resta é ir à luta pelos direitos de todas, todos e todes.

Mesmo sabendo que muita gente que nos acompanha aqui já sabe exatamente o que significa cada letra dessa sigla - e compreende a importância de tratarmos desse assunto - queremos convidar você a seguir nessa reflexão com a gente. Venha!

O que significa LGBTQIA+?

Na verdade, precisamos falar em LGBTQIAP+. Sim, incluí mais uma letra aí que não tinha lá em cima! E seguiremos adicionando tantas quantas forem necessárias para que todas as pessoas que se sentem diferentes dos padrões estabelecidos pela nossa sociedade, e que não têm seus direitos atendidos, sejam incluídas e respeitadas. E que, principalmente, não sejam agredidas física e emocionalmente.

Sendo assim, falar a respeito e desmistificar esse assunto, torna-se imprescindível. Vamos começar, então, apresentando o significado de cada letra?

  • L de Lésbicas: são mulheres que sentem atração afetivo-sexual por outras mulheres; 
  • G de Gays: são homens que sentem atração afetivo-sexual por outros homens;
  • B de Bissexuais: são homens ou mulheres que sentem atração afetivo-sexual tanto por homens quanto por mulheres;
  • T de Transexuais: são aquelas pessoas que não se identificam com o gênero com o qual nasceram. Por exemplo, nasceram homens, mas se sentem mulheres ou vice-versa;
  • Q de Queer: são aquelas pessoas que transitam entre as noções de gênero e defendem que a orientação sexual e a identidade de gênero são uma construção social;
  • I de Intersexo: são pessoas que estão biologicamente entre os dois sexos, ou seja, os hormônios e os genitais são tanto femininos quanto masculinos;
  • A de Assexual: são aquelas pessoas que não sentem atração sexual por ninguém nem por nada;
  • P de Pansexual: são aqueles que não se limitam a gênero, relacionam-se com todas, todos e todes.

LGBTfobia é crime?

No Brasil, ofender ou discriminar uma pessoa pela sua orientação sexual ou opção de gênero é um crime equiparado ao racismo, portanto, inafiançável e imprescritível, e o ofensor pode pegar até 3 anos de prisão. Sem dúvida, essa decisão do STF - Supremo Tribunal Federal - foi importantíssima, mas ainda temos muito o que caminhar política e socialmente rumo à proteção e garantia dos direitos LGBTQIAP+.

No entanto, há países que caminham exatamente no sentido contrário, isto é, criminalizam qualquer forma de amor que não esteja nos padrões patriarcais. É extremamente chocante que isso ainda aconteça em pleno século XXI, mas é real e acontece em países, entre outros 70, como:

  • Arábia Saudita;
  • Mauritânia;
  • Iêmen;
  • Iraque;
  • Egito;
  • Argélia;
  • Líbia;
  • Marrocos…

A boa notícia é que temos um pouco mais de 70 países no mundo com políticas antidiscriminação sendo, portanto, os mais seguros para essa parcela da população. São eles: 

  • Reino Unido;
  • Alemanha;
  • Noruega;
  • Bélgica;
  • Suécia;
  • Uruguai;
  • Canadá;
  • Nova Zelândia…

É importante deixar bem claro que não é pecado ser LGBTQIAP+. Digo dessa forma, pois muitas pessoas inseridas em famílias e comunidades religiosas ainda se martirizam por isso. Uma outra "lenda urbana" é a de que homossexuais e trans não podem doar sangue. Isso não é verdade! Quem quer ser doadora, precisa fazer os exames como qualquer heterossexual também precisa fazer.

Por esses e por tantos outros motivos ainda mais graves, se é que conseguimos categorizar a gravidade de cada situação, comemoramos o Dia Internacional do Orgulho LGTBQIA+. E a cidade de São Paulo, agora em 2022, acolheu a maior parada de todos os tempos, com o maior número de pessoas contando e cantando aos 4 cantos do mundo que não têm vergonha de serem quem são.

Viva a liberdade de sermos como somos! Viva o autoconhecimento! Se você precisa fortalecer a sua autoestima, temos aqui 8 dicas para estimular o seu empoderamento.

  

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Crédito Imagem: Raquel Maia