Anticoncepcionais prejudicam a mulher e todo o planeta

Por Clarissa Cruz

Para não deixar escancarado que as mulheres queriam fazer sexo quando tivessem vontade e que isso não significava, necessariamente, o sonho de ter tantos filhos quanto fosse o tesão, as pílulas anticoncepcionais surgiram como reguladoras do ciclo menstrual. Dessa forma, era mais fácil para a igreja e para toda a sociedade aceitarem o remedinho.

Esse método contraceptivo, além de insinuar a liberdade sexual para as mulheres, surge em meio a um mundo pragmático e intensamente produtivo, regido pelas regras do patriarcado. Na época, as mulheres sentiam uma necessidade de se igualarem aos homens para que pudessem fazer parte do mercado de trabalho.

Os tempos são outros

É verdade que esse é um discurso, às vezes, necessário, mesmo hoje em dia. Porém, os tempos mudaram. Muitas de nós temos a plena consciência de que não existe essa igualdade, mas sim, que temos os mesmos direitos. Dessa forma, precisamos adequar a vida contemporânea à nossa natureza e não o contrário.

Com o passar dos anos, os efeitos colaterais descritos nas bulas foram se manifestando, prejudicando a vida de milhares de mulheres ao redor do mundo. Para piorar, o meio ambiente — representado aqui pelas águas, pelos animais marinhos e terrestres — também passou a ser afetado.

Mana, continue lendo! Se você ainda usa a pílula, tudo bem. Sabemos que os processos de cada uma são únicos e que precisam ser respeitados, mas não perca estas informações. Vamos lá!

Prejuízos para a mulher

Trombose, depressão, AVC e diminuição da libido são algumas das complicações relatadas desde a década do nascimento da pílula. Barbara Seaman, jornalista, autora e uma das fundadoras do Movimento da Saúde da Mulher, divulgou essa informação em seu primeiro livro, “The Doctor’s Case Against de Pill”.

A grande preocupação dela era que as mulheres não eram realmente informadas do risco a que estavam se submetendo ao tomarem o contraceptivo. Seu jornalismo investigativo fez com que o Senado dos Estados Unidos, no ano de 1970, tornasse lei a inserção de tais informações no rótulo do medicamento. 

As regras do patriarcado

Mas, para essa feminista, a pergunta que não queria calar era “por que não existe pílula para os homens?” Uma das respostas que encontramos para isso é “que ela apresenta muitos efeitos colaterais e, por isso, os homens não a tomariam.” Será que a história seria a mesma caso a indústria farmacêutica não fosse dominada pelo patriarcado?

O fato é que, hoje em dia, é mais do que sabido que os hormônios sintéticos, de que são feitos esses anticoncepcionais, promovem grande confusão no organismo, seja esse feminino ou masculino. Porém, seu uso ainda é muito estimulado pela medicina convencional. Por isso, precisamos contar que elas são causadoras de:

  • AVC;
  • câncer de mama;
  • diabetes;
  • diminuição da libido
  • doenças hepáticas;
  • embolia pulmonar;
  • enxaqueca;
  • retenção de líquido;
  • variação de humor e depressão;
  • varizes e trombose.

Você deve estar se perguntando, por que eles são tão prejudiciais? De acordo com o Dr. Ítalo Rachid, ginecologista e médico da Longevidade Saudável, porque “eles não são hormônios de verdade, mas sim, remédios que têm ação hormônio-símile”. Ou seja, por serem artificiais não são devidamente metabolizados pelo organismo, ocasionando os prejuízos mencionados acima.

Prejuízo para todes

Assim como os efeitos colaterais no corpo feminino se manifestaram, o mesmo vem acontecendo com o corpo da Terra. Cientistas já começaram a encontrar o rastro dos hormônios artificiais, provenientes de anticoncepcionais e de outros remédios sintéticos nas águas de rios, lagos e mares. 

As redes de esgoto das grandes e médias cidades, no mundo todo, despejam seus subprodutos em rios que deságuam no mar e, também, no próprio oceano. Mesmo passando por um processo de tratamento, ainda não há tecnologia que seja capaz de purificar essas águas a ponto de ficarem livres das substâncias tóxicas.

Com isso, as águas contaminadas afetam diretamente seus habitantes, como micro-organismos e peixes, que compõem a base da cadeia alimentar, além de anfíbios. Em todos esses seres vêm sendo detectadas mudanças no órgão reprodutor, o que pode levar à extinção de algumas espécies.

Animais terrestres sofrem influência dos anticoncepcionais

Já foram encontrados, esses mesmos hormônios sintéticos, em animais terrestres, mais especificamente em ursos polares e pinguins. De acordo com uma pesquisa realizada por Luciana Christante, farmacêutica e pós-graduada em Neurociências, esses animais tiveram uma queda no número de filhotes, sendo a contaminação por esses interferentes endócrinos um dos possíveis causadores.

Em seres humanos, os prejuízos começam também a ser detectados das seguintes maneiras: 

  • meninas menstruando mais cedo;
  • queda na contagem de espermatozoides;
  • alergias e doenças autoimunes.

Essas situações podem acontecer de forma direta, caso a pessoa utilize algum remédio que contenha os pseudo-hormônios. Assim como de forma indireta, quando a pessoa ingere a água contaminada. A contaminação não acontece imediatamente, pois essas substâncias agem em baixa concentração no organismo humano.

Assim, para focarmos no ritmo de nossos corpos, no respeito à natureza e nos direitos das mulheres, podemos fazer uso dos métodos contraceptivos naturais. Além de estimular a utilização deles pelos homens. É importante frisar que não é o caso de eles utilizarem anticoncepcionais que não sejam naturais, pois cairíamos no mesmo equívoco que nos foi imposto.

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Crédito Imagem: Raquel Maia